Uma pesquisa com 72.000 empregadores, a maior
de seu tipo, revelou recentemente que 20% das vagas de emprego
da Inglaterra permanecem desocupadas por causa da falta de
candidatos especializados – em torno de 135.000 vagas.
O Conselho de Aprendizagem e Especializações
(Learning and Skills Council - LSC), organização
responsável pelo desenvolvimento de especializações
na Inglaterra, comissionou a pesquisa, que mostra que quase
metade dos empregadores que registraram “vagas por falta
de especializações” disseram que estavam
perdendo oportunidades de negócios para competidores
como resultado da falta de trabalhadores especializados.
Os números vêm na esteira dos
dados do CBI publicados no final de 2003, mostrando que 29%
das empresas estão exportando empregos e outros 43%
delas estão sofrendo pressões para fazer o mesmo.
Um quarto das empresas pesquisadas citaram os conhecimentos
profissionais como fator chave de sua decisão de obter
mão de obra externa.
Recentes contratações de alto
nível incluíram empresas como HSBC e P&O.
As lacunas em especialização na atual força
de trabalho dos empregadores também são um importante
problema. Mais de um quinto (22%) dos empregadores dizem que
as aptidões de sua força de trabalho não
passam de conhecimentos básicos.
Ter uma força de trabalho sub-especializada
afeta adversamente os resultados financeiros destes empregadores,
que conseqüentemente registraram custos operacionais
mais altos.
Por volta de um quinto destes empregadores
também disseram que perderam pedidos como resultado,
tendo sua qualidade e seu atendimento aos clientes também
sido significativamente afetados. As pequenas empresas são
as que mais provavelmente perdem pedidos por falta de uma
equipe especializada.
Os problemas de recrutamento também
ameaçam as inovações nacionais. Por exemplo,
36% dos empregadores com vagas que não conseguiam preencher
declararam que tiveram que retardar o desenvolvimento de novos
produtos como resultado disso.
Um relatório recente do Dti afirmou que as inovações
gerais do Reino Unido eram no máximo medianas, em comparação
com os principais competidores internacionais.
1. Outros efeitos da escassez de empregados
especializados no mercado de trabalho incluíam serviços
ao cliente deficientes e uma carga de trabalho maior para
a equipe existente (83%). As implicações para
a economia britânica são significativas. De acordo
com uma pesquisa da Ernst & Young, as perdas da indústria
por causa da falta de especializações básicas
chegam anualmente a £10 bilhões. A pesquisa também
revela que esta mesma escassez de especializações
básicas custa £ 165.000 anuais para as empresas
convencionais com 50 empregados.
2. Significativamente, o resultado por hora
trabalhada é por volta de 30% maior nos Estados Unidos,
na França e na Alemanha do que no Reino Unido. Até
um quinto dessa lacuna de produtividade com a Alemanha e a
França é resultado direto de níveis inferiores
de especialização britânicos.
3. Apesar de quatro em cada cinco empregadores
estarem atualmente tomando ativas providências para
resolver a deficiência de especialização
de sua força de trabalho, despendendo em torno de £4,5
bilhões em treinamento, apenas a metade dos empregados
se beneficiam disto. Por enquanto, quase um terço dos
empregadores que sofrem déficits de especialização
em sua força de trabalho admitiram que ao deixarem
de treinar seus empregados eles mesmos contribuiram para a
existência de problemas com especialização.
O LSC está convocando as empresas para
que juntos enfrentem este desafio.
Mark Haysom, presidente do LSC, declarou:
“Esta pesquisa se resume em ouvir e entender as necessidades
das empresas. Para permaneceram competitivas tanto nacional
como internacionalmente as empresas britânicas devem
elaborar estratégias para treinamento e desenvolvimento
da equipe. Esta pesquisa, a maior de seu tipo sobre as necessidades
de conhecimento dos empregadores da Inglaterra, nos permitirá
identificar melhor aquelas áreas específicas
que têm mais necessidade de investimento e continuar
nosso trabalho junto aos empregadores para desenvolver soluções.
Precisameos que as empresas reconheçam os problemas
implicados aqui e trabalhem em parceria conosco”.
A pesquisa investiga 27 setores empresariais, e envolve todos
os tamanhos de organizações.
Uma das companias envolvidas era uma das principais fábricas
de automóveis, a BMW. Comentando as descobertas da
pesquisa, Harald Hrueger, diretor-gerente da BMW, disse: “Nós
sabemos que cuidar das lacunas de especialização
na força de trabalho é crucial para o sucesso
de nosso negócio. Na BMW nós temos o compromisso
de treinar a equipe em todos os níveis e consideramos
isto fundamental para a lucratividade da empresa”.
O LSC utilizará os dados da Pesquisa
Nacional de Especializações dos Empregadores
para planejar e financiar essa atividade, para assegurar que
ela preencha as necessidades específicas das empresas.
Os achados mais importantes da pesquisa foram discutidos por
Gordon Brown, Chancellor of the Exchequer (secretário
do tesouro), Charles Clarke, Secretário de Estado para
Educação e Especializações, e
o presidente do LSC, Mark Haysom, em um evento dirigido para
acionistas que ocorreu na última quinta-feira.
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