OS
DOZE PRINCÍPIOS DA APRENDIZAGEM DE BASE CEREBRAL
Departamento
de Educação do Condado de Sonoma, Califórnia,
USA
Tradução:
Pedro Lourenço Gomes
Princípio
Um: O cérebro é um processador
paralelo g Princípio Dois: A aprendizagem envolve
toda a fisiologia gPrincípio Três: A
procura por significado é inata g Princípio
Quatro: A procura por significado acontece por "padronização"
g Princípio Cinco: As emoções
têm importância crítica na padronização
g Princípio Seis: Todo cérebro percebe
e cria simultaneamente partes e todos g Princípio
Sete: A aprendizagem envolve tanto a atenção
concentrada como a atenção periférica
g Princípio Oito: A aprendizagem sempre envolve
processos conscientes e inconscientes g Princípio
Nove: Temos pelo menos dois tipos de memória:
um sistema de memória espacial e um conjunto
de sistemas para memória mecânica (NT
- aprender de cor) g Princípio Dez: O cérebro
entende e lembra melhor quando os fatos e as habilidades
estão encaixados na memória espacial
natural g Princípio Onze: A aprendizagem é
melhorada com desafios e inibida com ameaças
g Princípio Doze: Todo cérebro é
singular g Conclusão
Pensamentos,
intuições, predisposições,
e emoções operam simultaneamente e interagem
com outros modos de informação. O bom
ensino leva isso em consideração. Por
causa disso é que falamos do professor como
um orquestrador da aprendizagem.
Princípio
Dois: A aprendizagem envolve toda a fisiologia
Isso
significa que a saúde física da criança
- a quantidade de sono, a nutrição -
afeta o cérebro. Os estados de espírito
também. Somos fisiologicamente programados,
e temos ciclos que precisam ser respeitados. Um adolescente
que não durma o suficiente em uma noite não
absorverá novas informações no
dia seguinte. A fadiga afetará a memória
do cérebro.
Princípio
Três: A procura por significado é
inata
Isso
significa que estamos naturalmente programados para
procurar por significado. Esse princípio se
orienta para a sobrevivência. O cérebro
precisa do que é familiar, e automaticamente
o registra, ao mesmo tempo em que procura estímulos
adicionais e reage a eles. O que isso significa para
a educação? Significa que o ambiente
da aprendizagem precisa fornecer estabilidade e familiaridade.
Devem-se fazer preparativos para se satisfazer a sede
de novidades, descobertas, e desafios.Ao mesmo tempo,
as aulas devem ser estimulantes e significativas,
oferecendo aos alunos diversas opções.
O
trabalho de Marian Diamond é pioneiro no sentido
de que ela demonstra que os animais que estavam em
ambientes mais ricos, isto é, tinham jaulas
mais arejadas, mais atenção, uma chance
de brincar livremente ou de pular sobre obstáculos,
apresentaram um maior crescimento de células
cerebrais. Quando o cérebro desses ratos foi
comparado com o de ratos que estiveram em jaulas escuras,
que foram isolados, que não tiveram a oportunidade
de brincar, os ratos do ambiente rico apresentaram
modificações corticais. Tinham um número
maior de células de glia, e também um
número maior de conexões.
Queremos
saber o que as coisas significam para nós.
Em educação, uma das coisas que temos
que admitir é que as crianças tenham
experiências ricas, e então temos que
lhes dar tempo e oportunidade para compreenderem suas
experiências. Elas têm que ter oportunidade
para refletir, para ver como as coisas se relacionam.
Uma das mais ricas fontes de aprendizagem, do ponto
de vista do cérebro, é a aprendizagem
que temos a partir dessas experiências.
Princípio
Quatro: A procura por significado acontece
por padronização
A
padronização se refere à organização
e à categorização das informações.
O cérebro tem resistências quanto à
imposição de padrões sem significado.
Por "sem significado" queremos dizer informações
isoladas e não relacionadas. Quando a capacidade
natural do cérebro de integrar informações
é evocada na aprendizagem, grandes quantidades
de informações e atividades aparentemente
não relacionadas ou estocásticas podem
se apresentar e ser assimiladas. O cérebro
tenta tirar sentido das informações
reduzindo-as a padrões familiares.
A
padronização é generalizada.
Queremos impor nossos padrões ao que vemos,
e quebrar os padrões é muito difícil.
É como se passássemos nossos primeiros
anos como um sistema que absorve informações
e experiências e tira conclusões, e então
passássemos o resto de nossas vidas tentando
provar que o que aprendemos se aplica.
O
processo ideal de aprendizagem é apresentar
as informações de uma maneira que permita
que o cérebro extraia padrões delas,
mais do que tentar impingí-los. O cérebro
é capaz de absorver enormes quantidades de
informações quando elas se relacionam
de uma maneira que o cérebro possa padronizar
apropriadamente.
As
idéias que estão por trás do
ensino temático e do currículo integrado
se baseiam nesse princípio de procura por padrões
e visão de padrões interrelacionados.
Um tópico pode estar relacionado a todo tipo
de diferentes tópicos, e quando agimos desse
modo o cérebro tende a lembrar muito mais coisas.
Essa é uma maneira de ensinar ciência,
literatura e estudos sociais - fazer deles um conjunto
e lhes dar significado. O padronização
está por trás disso.
Princípio
Cinco: As emoções têm
importância crítica na padronização
Uma
das coisas que eu gostaria de eliminar é a
noção de domínio afetivo, domínio
cognitivo, e domínio psicomotor. Ensinaram-nos
isso por diversos anos, apesar das evidências
das pesquisas cerebrais indicarem que não se
trata de nada disso. No cérebro não
podemos separar nossa emoção da cognição.
É uma rede de fatores que interagem. Tudo possui
algum elo emocional. De fato, muitos pesquisadores
do cérebro hoje acham que não existe
memória sem emoção. São
as emoções que nos motivam a aprender,
a criar. Elas fazem parte de nossos estados de espírito.
Elas são nossa paixão. Elas são
uma parte do que somos enquanto seres humanos. Precisamos
entender mais sobre elas e aceitá-las.
Um
dos problemas que tenho com a psicologia cognitiva
é que ela tenta explicar o papel das emoções
ao mesmo tempo em que adere a um modelo científico
muito tradicional: separe-as, olhe as partes, e elas
dirão tudo sobre a totalidade. Tente fazer
isso com conceitos como amor e compaixão.
Outra
coisa importante em termo de emoções
é que damos apoio uns aos outros. Somos criaturas
sociais. Precisamos uns dos outros, e precisamos de
atividades sociais. Quando os alunos da classe estão
mais interessados no que Johnny vai fazer esta noite
ou no que Mary está vestindo, estão
agindo a partir de sua natureza social. A noção
de uma comunidade de alunos e de comunidades escolares
trabalhando juntas e aprendendo sobre comunicação
é muito importante. A noção de
aprendizagem cooperativa se ajusta a esse quadro.
Deveríamos ser bons nessas coisas porque elas
são impulsos inatos que temos. Mas precisamos
administrá-las melhor.
Princípio
Seis: Todo cérebro simultaneamente
cria partes e todos
Visitamos
diversos neurocientistas por todo o país para
discutir nossos doze princípios com eles. Uma
das coisas que vimos foi que eles hesitavam muito
em falar com educadores porque temiam o que faríamos
com as informações. Os educadores foram
arrebatados pelas pesquisas sobre os hemisférios
esquerdo e direito. Basearam firmas de consultoria
nelas. Mas para os neurocientistas nós simplificamos
demais o assunto. Porque quando consultamos as pesquisas
dissemos: "É, tem alguma coisa nessa teoria
dos hemisférios". Mas a mensagem real
para nós educadores é que precisamos
apreender os dois lados, o que fazemos na vida real.
Enquanto educadores, queremos que os alunos usem o
hemisfério esquerdo e o direito; queremos estratégias
para a totalidade do cérebro. Assim a doutrina
do cérebro direito/esquerdo tem algum significado,
mas ela é mais útil como uma metáfora
para o fato de que o cérebro processa partes
e todos simultaneamente.
Making
Connections: Teaching and the Human Brain, de Renate
Caine.
Princípio
Sete: A aprendizagem envolve tanto a atenção
concentrada como a percepção periférica
Pense
sobre o aposento em que você está. Quais
são as mensagens periféricas inerentes
a um aposento como esse? Quais são as mensagens
sobre a maneira como você se comporta? Os periféricos
têm papel importante. As crianças aprendem
a partir de tudo. Tudo vai para o cérebro.
Nos primeiros anos elas literalmente se tornam suas
experiências. Portanto o ambiente é muito
importante, e se elas aprenderem alguma coisa em sala
de aula e nunca a utilizarem fora da sala de aula,
esse aprendizado, essas conexões, param por
aí. Em outras sociedades as crianças
são imersas na aprendizagem nas escolas, em
casa, na comunidade. Seu conhecimento é usado
e expandido. Elas interagem entre si nesse rico meio
ambiente.
Princípio
Oito: A aprendizagem sempre envolve processos
conscientes e inconscientes
Nós
aprendemos muito mais do que conscientemente entendemos.
A maioria dos sinais que são percebidos perifericamente
entram no cérebro sem que estejamos conscientes
e interagem em níveis inconscientes. Porisso
dizemos que os alunos se tornam suas experiências
e se lembram do que experimentaram, não apenas
do que lhes foi dito.
O
que chamamos de "processamento ativo" permite
que os alunos revisem o que e como eles absorveram,
de modo que começam a dominar a aprendizagem
e o desenvolvimento do significado pessoal. Nem sempre
o significado está presente na superfície.
Quase sempre o significado acontece intuitivamente,
de maneiras que não compreendemos. Assim, quando
aprendemos, usamos processos conscientes e inconscientes.
Ao ensinar, você pode não alcançar
o aluno imediatamente, mas dois anos depois ele pode
estar em outra série e dizer: "Agora entendi".
Você faz parte disso, mas não está
mais presente.
Princípio
Nove: Temos pelo menos dois tipos de memória:
um sistema de memória espacial e um conjunto
de sistemas para memória mecânica (NT
- aprender de cor)
O
sistema de memória espacial (ou sistema autobiográfico)
não precisa de ensaio e permite uma lembrança
instantânea das experiências. É
muito importante que os educadores entendam esses
dois sistemas e como eles funcionam. No sistema classificatório
da memória as coisas são aprendidas
de cor. Memorizamos informações, mas
isso não quer dizer que podemos utilizar as
informações. O sistema classificatório
nada tem a ver com a imaginação ou com
a criatividade. Ele se ajusta prontamente ao modelo
de processamento de informações da memória.
Com esse sistema, os alunos são motivados por
recompensa e punição; muitas tentativas
são necessárias, quase sempre; e o cérebro
cansa-se com facilidade, já que há uma
tensão sobre um número limitado de células
cerebrais. É nesse modelo que as escolas se
baseiam. Nós limitamos a educação
a programar esses sistemas classificatórios
e a "ensinar para a prova". Você pode
ver por que as pessoas dizem que o nosso sistema educacional
se baseia no ensino para a prova (esquecendo-se dela
depois) e não tem grande sucesso?
O
sistema de memória local é muito global.
Não enfatiza nenhuma área em particular.
Quando você experimenta algo profundamente significativo,
você está criando aquelas novas conexões.
As coisas são apreendidas todas ao mesmo tempo.
As experiências da memória local se registram
automaticamente. Isso tem motivação
na novidade, e está sempre operante. Você
não pode interromper esse sistema e ligar o
sistema classificatório dizendo: "pare
isso e memorize aquilo". Memorização
é memorização, não aprendizagem.
Aprendizagem
significa que as informações se relacionam
e estão conectadas com aquele que aprende.
Se não for assim você tem memorização,
mas não aprendizagem. Existem coisas que temos
que memorizar, coisas que precisam ser repetidas.
Tábuas de multiplicação são
muito úteis, mas queremos ter certeza de que
as crianças entendem o conceito de multiplicação.
Esse
sistema de memória local reúne tudo
como num retrato. Você não está
apenas vendo uma coisa de cada vez e somando-a, como
numa fórmula matemática, chegando a
um resultado. A grande mensagem da pesquisa sobre
o cérebro é que as partes estão
contidas em um todo, e que o todo tem partes. Parece
muito simples, mas não é quando você
começa a desenvolver suas aulas.
Making
Connections: Teaching and the Human Brain, de Renate
Caine.
Princípio
Dez: O cérebro entende e lembra melhor
quando os fatos e as habilidades estão encaixados
na memória espacial natural
A
solução é encaixar o aprendizado
classificatório através da imersão
dos alunos em ambientes de aprendizagem bem orquestrados,
vivos, de baixo conteúdo ameaçador,
e altamente desafiadores. Precisamos tirar as informações
do quadro-negro, fazê-la viver nas mentes dos
alunos, e ajudá-los a fazerem conexões.
Princípio Onze: A aprendizagem
é melhorada com desafios e inibida com ameaças
Em
sala de aula, "reduzir a marcha" é
visto como uma ameaça relacionada a uma sensação
de inermidade. Tem implicações nas provas
e na passagem de uma série para outra, na noção
do professor como um controlador, na investidura de
poder, nos objetivos de desempenho. O aluno deve se
preocupar em aprender. Não que deixemos de
lado objetivos de desempenho ou provas, mas precisamos
entender o que estamos fazendo ao cérebro humano
sob essas condições.
Estou
fazendo algumas pesquisas sobre como certas condições
afetam os que aprendem, e se você está
pensando nos desistentes, posso lhe dar uma fórmula
que produzirá alguns deles: o profeesor está
no controle; há resultados pré-determinados;
o aluno é classificado sem se atentar para
o feedback; e existem limites temporais para a atividade.
Isso fará com que alguns alunos reduzam a marcha,
deixem de gostar do aprendizado, e fiquem totalmente
desmotivados. Por outro lado, os alunos que são
os "bons" nesse processo tornam-se peritos
em fazer provas.
O
hipocampo, que se localiza um pouco acima de seu nariz
e de suas orelhas, no centro onde se interseccionam,
é parte do sistema límbico. Proporcionalmente,
tem mais receptores de hormônios de estresse
do que qualquer outra porção do cérebro.Também
é fundamental na formação de
novas memórias, e está ligado à
função de indexação do
cérebro. Permite que façamos conexões,
liguemos novos conhecimentos aos que já estão
no cérebro. É como a lente de uma câmera,
e sob ameaça relacionada à inermidade,
fecha-se. Voltamo-nos então para comportamentos
bem entrincheirados. Abre-se quando somos desafiados
e estamos em estado de "alerta relaxado".
Quando aquele que aprende recebe poder e é
desafiado, você começa a obter a possibilidade
máxima de conexões. Por isso é
que o cérebro precisa tanto de estabilidade
quanto de desafio. Se a estabilidade de curto prazo
for perdida, então a estabilidade de longo
prazo deve ser substituída.
Muitas
crianças vão para a escola com a marcha
reduzida porque vêm de um ambiente ameaçador.
Há ameaças no lar - as relacionadas
ao abandono de uma forma ou de outra são provavelmente
as mais destrutivas de todas. As crianças de
lares estáveis podem reduzir a marcha um pouco
e ficar bem. As crianças que vêm de um
lar onde haja instabilidade e um sentido de abandono
não podem reduzir a marcha temporariamente.
Elas precisam de mais estabilidade em sala de aula.
As
técnicas de relaxamento são a única
coisa que conhecemos que revertem os hormônios
do estresse do corpo que resultam de uma tensão
relacionada a ameaças e que se acumulam com
o decorrer do tempo. Precisamos interromper esta incrível
roda de moinho em que estamos. O descanso é
a base da atividade. Perceba como você se sente
bem depois de umas férias. Precisamos ensinar
às nossas crianças que a aprendizagem
leva tempo. E as crianças precisam compreender
seus ritmos naturais. Precisamos de um ambiente ordenado.
Precisamos entender melhor nós mesmos e nossas
necessidades. Precisamos reconhecer nossas necessidades
de rituais, de ordenação. Nossos ritmos
são muito fundamentais para quem somos, e precisamos
trabalhar com eles.
Princípio
12: atenta para estilos de aprendizagem e
modos singulares de padronização. Nós
temos muito em comum, mas somos também muito,
muito diferentes. Precisamos entender como aprendemos
e como percebemos o mundo, e saber como os homens
e mulheres vêem o mundo de maneira diferente.
Conclusão
O
"aluno de base cerebral" reduz a marcha
sob ameaças, aprende com acontecimentos periféricos,
tem um cérebro singular, aprende através
de processos conscientes e inconscientes, tem diversos
tipos de memória, e aprende melhor quando o
conteúdo se encaixa na experiência. É
essa pessoa que está em nossas salas de aula.
Se
isso for verdade, o que é a aprendizagem? Nós
chegamos à noção de que a aprendizagem
é uma expansão do conhecimento natural.
Desejamos deixar claro que estamos sempre expandindo
o que sabemos. O conhecimento natural é aquilo
que utilizamos para dar sentido às nossas vidas.
É o que conhecemos profunda e significativamente.
A aprendizagem enquanto expansão do conhecimento
natural não significa apenas informações
que memorizamos; significa algo que podemos utilizar.
Então
perguntamos: "O que está envolvido?"
Procuramos o significado porque vimos que o significado
é o tema crucial da aprendizagem. Há
três elementos: o conhecimento de superfície
consiste de informações e procedimentos.
A isso tem se limitado a educação. Se
bastante disso for levado ao aluno, ele de algum modo
vai processá-lo e retê-lo. O significado
profundo inclui os impulsos, propósitos, valores,
e crenças de quem aprende - a maneira como
padroniza e vê o mundo. Quando esse "significado
profundo" se conecta com o "conhecimento
de superfície" temos o que chamamos de
significado sentido, que é a experiência
do "Ah!", que definimos como aprendizagem.
A
verdadeira aprendizagem, como é encarada do
ponto de vista do cérebro operante, é
ver os hemisférios em sincronia. As ondas cerebrais
se sincronizam naquele momento do "Ah!":
o que sinto, o que penso, a minha hipótese
- tudo se conecta às informações
e eu digo "Ah, entendi."
É
isso que está envolvido na expansão
do conhecimento natural. Está bem que a criança
memorize certas coisas, mas até que elas se
conectem com seu significado e sua predisposição,
a verdadeira guinada para a aprendizagem não
ocorre. A criança pode estudar todo tipo de
coisas sobre ciência, mas até que essas
coisas façam sentido elas são apenas
coisas memorizadas, e você não pode generalizar
a partir delas para alcançar outras experiências.
Então
observamos o que deveria acontecer no ambiente da
aprendizagem, na sala de aula, para que a expansão
do conhecimento natural ocorresse. Como você
maximiza as condições de aprendizagem?
Identificamos três fatores: imersão em
experiências complexas, baixa ameaça/alto
desafio, e processamento ativo.
A
imersão orquestrada em experiências complexas
significa que eu, enquanto professor, me sento antes
e planejo a aula. Tenho que pensar nela antes e reunir
os materiais a fim de criar o tipo de ambiente de
conhecimento natural que permite que meus alunos façam
o maior número possível de conexões
e construam seus próprios significados. Também
preparo as instruções antes, para que
eu não interfira com o grupo. Uma vez que eu
faço isso, a lição toma conta
de si mesma e parece natural. Por que isso é
"complexo"? Complexo significa que elas
passam por todo tipo de nível. Em termos de
princípios cerebrais, as emoções
dos alunos estão envolvidas quando se lembram
de alguma coisa; estão padronizando a seu próprio
modo; estão fazendo conexões múltiplas.
Então "experiências complexas"
significam que são interatuantes, que a aprendizagem
é orientada para a atividade; eles estão
procurando globalmente por significado e usando a
biblioteca à procura de fontes. Esta é
uma maneira diferente de ensinar.
A
outra coisa necessária para que se utilize
ao máximo o cérebro é o que chamamos
de alerta relaxado. Há pouca ameaça
envolvida na atividade. Você não avisa
que vai haver uma prova. Você não tem
que fazer uma lista que seja certa ou errada. Os resultados
da atividade estão em aberto, e tudo que dela
resultar tem valor. Mas apenas remover a ameaça
não é o suficiente; você tem que
lançar o desafio.
O
processamento ativo é a metacognição
- recostar-se e dizer: "O que aprendi, e como
aprendi? Que outras conexões existem? De que
outra maneira posso fazer isso?" Isso é
muito importante para a consolidação
da aprendizagem, para uma expansão relacionada
a ela e para que se façam conexões adicionais.
É isso que os defensores do pensamento crítico
advogam. Vamos além, incluindo a reflexão
e a análise de temas interpessoais.
Não
há como fazer uma Instrução Baseada
no Cérebro. Mas existem regras. A própria
natureza da pedagogia voltada para a expansão
do conhecimento natural significa que o aluno está
no centro de qualquer ensino que faça genuínas
conexões.
No
futuro, todos nós - professores, pesquisadores,
administradores, pais, e comunidades - teremos que
modificar nossa visão da aprendizagem. Isso
significa ir além de nossas experiências
como alunos de uma escola e literalmente "inventar"
ou orquestrar ambientes de aprendizagem que finalmente
capitalizem a imensa capacidade de nossos cérebros
para aprender.