| O
QUE FAZ COM QUE VOCÊ SEJA O QUE É.
QUAL É O MAIS FORTE: A NATUREZA OU O AMBIENTE?
NATURE OR NURTURE?
A ciência dá a última palavra: os
genes e a experiência interagem durante toda sua
vida. Time, 25 de maio de 2003
Matt Riddley (Zoólogo formado em Oxford, e divulgador
de ciência)
Tradução: Pedro Lourenço Gomes,
em junho/2003
Um
debate perene entre natureza e ambiente (NT - nature
and nurture) - qual é o mais forte formador da
essência humana? - está sempre sendo reacendido.
Suas labaredas subiram de novo no London Observer de
11 de fevereiro de 2001. Revelado: o segredo do comportamento
humano é o ambiente, não os genes, a chave
para nossos atos. A fonte da história foi Craig
Venter, o homem dos genes que criou a si próprio
nesse papel e que fez uma empresa particular para ler
a sequência completa do genoma humano em competição
com um consórcio internacional financiado por
impostos e doações. Esta sequência
- uma cadeia de três bilhões de letras,
compostas num alfabeto de quatro letras e contendo a
receita completa da construção e operação
do corpo humano - era para ser publicada no dia seguinte
(a competição terminou em um empate combinado).
Sua primeira análise revelou que existiam apenas
30.000 genes nela, não os 100.000 que muitos
haviam calculado até poucos meses antes.
Os
detalhes já vinham circulando entre os jornalistas
sob embargo (NT - compromisso de não publicar).
Mas Venter, falando a um repórter em uma conferência
sobre biotecnologia na França em 9 de fevereiro,
efetivamente levantou a proibição. Não
pela primeira vez no antagonismo crescentemente amargo
sobre o projeto do genoma, a versão da história
de Venter chegou às manchetes antes que a de
seus rivais. Nós simplesmente não temos
genes suficientes para que esta idéia de determinismo
biológico esteja certa, disse Venter ao Observer.
A maravilhosa diversidade da espécie humana não
está neurofilamentada (NT - hardwired, Ó
do tradutor...) em nosso código genético.
Nossos ambientes são críticos.
Na
verdade, o número de genes humanos não
mudou nada. As afirmações de Venter ocultavam
duas coisas colossais que não tinham nada a ver:
que menos genes implicavam em maiores influências
ambientais, e que 30.000 genes eram muito poucos para
explicar a natureza humana, ao passo que 100.000 teriam
sido o suficiente. Como disse um cientista algumas semanas
depois, apenas 33 genes, cada um deles vindo em uma
de duas variedades (ligado ou desligado), seriam suficientes
para tornar único qualquer ser humano do mundo.
Há mais de 10 bilhões de combinações
que poderiam ser efetuadas com o lançamento de
uma moeda 33 vezes, de modo que 30.000 genes não
parece um número tão pequeno assim. Além
disso, se menos genes significassem mais livre arbítrio,
as moscas de fruta seriam mais livres do que nós,
as bactérias mais livres ainda, e os vírus
seriam os John Stuart Mills da biologia.
Felizmente
não houve necessidade de acalmar a população
com cálculos tão sofisticados. As pessoas
não choraram diante da humilhante notícia
de que nosso genoma só é mais ou menos
o dobro do genoma de uma minhoca. Nada havia sido apostado
nos 100.000 genes, que eram apenas uma estimativa ruim.
Mas o projeto do genoma humano - e as décadas
de pesquisas que o antecederam - forçaram um
entendimento muito mais sutil de como os genes funcionam.
No começo, os cientistas detalhavam como os genes
codificavam as diversas proteínas que constróem
as células de nosso corpo. Sua descoberta mais
sofisticada e em última análise mais satisfatória
- de que a expressão genética pode ser
modificada pela experiência - vinha emergindo
gradualmente desde a década de 1980. Só
agora os cientistas estão percebendo que idéia
grande e geral isto implica: a de que o próprio
aprendizado consiste em nada mais do que ligar e desligar
genes. Quanto mais levantamos a tampa do genoma, mais
vulneráveis à experiência os genes
parecem ser.
Isto
não é nenhum compromisso com um sentimentalismo
barato. Isto é uma nova compreensão dos
blocos construtivos fundamentais da vida, baseada na
descoberta de que os genes não são coisas
imutáveis passadas por nossos pais como se fossem
as Tábuas de Moisés, e sim participantes
ativos em nossas vidas, projetados para obterem seus
sinais a partir de tudo o que nos acontece desde o momento
de nossa concepção.
Por
enquanto esta nova consciência é mais forte
entre os cientistas, modificando tudo o que pensam,
desde como os corpos se desenvolvem no útero
até como novas espécies emergem, e até
sobre a inevitabilidade da homossexualidade em algumas
pessoas (voltamos a isto mais tarde). Mas no devido
tempo, à medida em que a população
em geral tiver uma consciência melhor desta visão
independente, podem ocorrer mudanças em áreas
tão diversas como educação, medicina,
direito e religião. Aqueles que fazem dieta podem
aprender precisamente que combinação de
gorduras, carboidratos e proteínas tem o maior
efeito sobre suas cinturas individuais. Os teólogos
podem desenvolver toda uma nova teoria sobre o livre
arbítrio baseada na observação
de que o aprendizado expande nossa capacidade de escolher
nosso próprio caminho. Assim como era verdadeira
a observação de Copérnico, há
500 anos, de que a Terra orbita em torno do Sol, não
se pode adivinhar até onde as repercussões
deste novo paradigma vão se estender.
Para
entender o que aconteceu você vai ter que abandonar
algumas noções que você acalenta
e abrir sua mente. Você vai ter que entrar em
um mundo no qual os seus genes não são
manipuladores de bonecos puxando as cordas de seu comportamento,
mas bonecos à mercê de seu comportamento,
no qual o instinto não é o inverso de
aprendizado, as influências ambientais frequentemente
são menos reversíveis do que as genéticas
e a natureza foi projetada para a ação
do ambiente (nurture).
O
medo de cobras, por exemplo, é a fobia humana
mais comum, e faz sentido evolutivamente que ele seja
instintivo. Aprender a ter medo de cobras do modo mais
difícil seria perigoso. Mas experimentos com
macacos revelam que seu medo de cobras (e provavelmente
o nosso) ainda deve ser adquirido observando outro indivíduo
reagir com medo a uma cobra. Acontece que é fácil
ensinar macacos a temer cobras, mas muito difícil
ensiná-los a temer flores. O que herdamos não
é um medo de cobras, mas uma predisposição
para aprender a temer cobras - uma natureza para um
certo tipo de ambiente (a nature for a certain kind
of nurture).
Antes
de mergulharmos em outras descobertas científicas
que tanto transformaram nosso debate, é útil
entender a profundidade na qual está entrincheirada
em nossa história intelectual a falsa dicotomia
em que se tornou a natureza vs. o ambiente. Se a natureza
humana é inata ou fabricada, este é um
enigma antigo discutido por Platão e Aristóteles.
Os filósofos empiricistas John Locke e David
Hume argumentavam que a mente humana é formada
pela experiência; inatistas (NT - nativistas)
como Jean-Jacques Rousseau e Immanuel Kant sustentavam
que exisitia uma coisa conhecida como a imutável
natureza humana.
Foi
o excêntrico primo matemático de Charles
Darwin, Francis Galton, que em 1847 pôs fogo na
controvérsia natureza-ambiente em sua forma atual,
e cunhou o próprio termo (pegando emprestada
a aliteração de Shakespeare, que a tinha
tomado de um mestre-escola elizabethano chamado Richard
Mulcaster). Galton assegurou que as personalidades humanas
eram inatas, e não construídas pela experiência.
Ao mesmo tempo, o filósofo William James argumentava
que os seres humanos tinham mais instintos do que os
animais, e não menos.
Nas
primeiras décadas do século 20 a natureza
sobrepujou o ambiente em diversos campos. No começo
da Primeira Guerra Mundial, entretanto, três homens
recapturaram as ciências sociais para o ambiente:
John B. Watson, que se dispôs a mostrar como o
reflexo condicionado, descoberto por Ivan Pavlov, poderia
explicar o aprendizado humano; Sigmund Freud, que procurou
explicar a influência dos pais e das primeiras
experiências nas jovens mentes; e Franz Boas,
que argumentava que a origem de diferenças étnicas
estava na história, na experiência e nas
circunstâncias, e não na fisiologia e na
psicologia.
A
insistência de Galton nas explicações
inatistas das habilidades humanas levou-o a adotar a
eugenia, um termo que ele cunhou. A eugenia foi entusiasticamente
adotada pelos nazistas para justificar sua campanha
de assassinato em massa contra os portadores de deficiências
e os judeus. Infectada por esta associação,
a idéia do comportamento inato bateu em plena
retirada durante a maioria dos anos da metade do século.
Em 1958, entretanto, dois homens começaram a
contra-atacar a favor da natureza. Noam Chomsky, em
sua revisão de um livro do behaviorista B. F.
Skinner, argumentou que era impossível aprender-se
a linguagem humana só por tentativa e erro; os
seres humanos já deveriam vir equipados com uma
habilidade gramatical inata. Harry Harlow fez um experimento
simples que mostrou que um bebê macaco prefere
um modelo de mãe macio, feito de pano, do que
uma mãe dura, feita de arame, mesmo se esta mãe
feita de arame lhe fornecer leite; algumas preferências
são inatas.
Passando
rapidamente para os anos 80, e uma das maiores surpresas
já vistas pelos cientistas quando eles abriram
os genomas animais pela primeira vez: os geneticistas
de moscas descobriram um pequeno grupo de genes chamados
de genes hox, que pareciam elaborar o plano de construção
do corpo da mosca durante o início de seu desenvolvimento
- dizendo a ele mais ou menos onde colocar a cabeça,
as pernas, as asas e etc. Mas então seus colegas
que estudavam ratos encontraram os mesmos genes hox,
na mesma ordem, fazendo mesmo serviço no mundo
de Mickey - dizendo ao rato onde colocar suas diversas
partes. E quando os cientistas observaram nosso genoma,
também encontraram genes hox lá.
Os
genes hox, como todos os genes, estão ligados
ou desligados em diferentes partes do corpo, em épocas
diferentes. Desse modo, os genes podem ter sutís
efeitos diferentes, dependendo de onde, quando e como
estiverem ativados. Os interruptores que controlam este
processo - cadeias contínuas de DNA dos genes
- são conhecidos como promotores (promoters).
Pequenas mudanças no promotor podem ter profundos
efeitos na expressão de um gene hox. Por exemplo,
os ratos têm pescoços pequenos e corpos
longos; as galinhas têm pescoços longos
e corpos pequenos. Se você contar as vértebras
do pescoço e do tórax de ratos e galinhas,
vai descobrir que um rato tem sete vértebras
no pescoço e treze torácicas, e uma galinha
tem quatorze e sete, respectivamente. A origem desta
diferença está está no promotor
ligado ao HoxC8, um gene hox que ajuda a formar o tórax
do corpo. O promotor é um parágrafo de
200 letras de DNA, e nas duas espécies ele difere
apenas com relação a um punhado de letras.
O efeito é alterar a expressão do gene
HoxC8 no desenvolvimento do embrião da galinha.
Isto significa que a galinha faz vértebras torácicas
em uma parte diferente do corpo, em relação
ao rato. Na cobra, o HoxC8 é expressado desde
a cabeça e continua a ser expressado através
da maior parte do corpo. Dessa maneira as cobras são
um longo tórax: elas têm costelas até
o final de seus corpos.
Para
se fazerem grandes modificações no plano
corporal dos animais não há necessidade
de se inventarem novos genes, assim como não
há necessidade de se inventarem novas palavras
para se escrever um livro original (a menos que seu
nome seja Joyce). Tudo o que você precisa é
ativar ou desativar os mesmos genes em padrões
diferentes. Subitamente, aqui está um mecanismo
para se criarem grandes e pequenas modificações
evolutivas a partir de pequenas diferenças genéticas.
Simplesmente ajustando a sequência de um promotor
ou adicionando um novo, você pode alterar a expressão
de um gene.
Em
certo sentido, isto é um pouco deprimente. Significa
que até que os cientistas saibam como encontrar
genes promotores no vasto texto do genoma, eles não
poderão saber como a receita para um chimpanzé
difere daquela para uma pessoa. Mas em outro sentido
isto é animador, pois nos lembra com mais energia
do que o costumeiro uma verdade simples que também
é frequentemente esquecida: os corpos não
são feitos, eles crescem. O genoma não
é um projeto (blueprint) de construção
de um corpo. Ele é uma receita para se assar
um corpo. Você pode dizer que o embrião
da galinha é marinado por um tempo mais curto
no molho do HoxC8 do que o embrião do rato. Do
mesmo modo, o desenvolvimento de um certo comportamento
humano leva um certo tempo e ocorre numa certa ordem,
assim como o cozimento de um suflê perfeito exige
não apenas os ingredientes certos como também
o tempo certo de cozimento e a ordem correta dos eventos.
Como
esta nova visão dos genes altera nossa compreensão
da natureza humana? Dê uma olhada em quatro exemplos.
Linguagem
Os
seres humanos diferem dos chimpanzés por terem
uma linguagem gramatical e complexa. Mas a linguagem
não aparece completamente formada a partir do
cérebro; ela deve ser aprendida de outros seres
humanos que falem uma língua. Esta capacidade
de aprender está escrita no cérebro humano
através dos genes que abrem e fecham uma janela
crítica durante a qual ocorre o aprendizado.
Um desses genes, o FoxP2, foi descoberto recentemente
no cromossoma 7 por Anthony Monaco e seus colegas do
Wellcome Trust Centre for Human Genetics, em Oxford.
Apenas possuir o gene FoxP2, entretanto, não
é suficiente. Se uma criança não
for exposta a muita linguagem falada durante o período
crítico de aprendizagem, ele ou ela sempre estará
em luta com a fala.
Amor
Algumas
espécies de roedores, como o arganaz das pradarias,
formam laços duradouros de acasalamento com seus
companheiros, assim como fazem os seres humanos. Outros,
como o arganaz alpino, têm apenas relações
transitórias, como os chimpanzés. A diferença,
de acordo com Tom Insel e Larry Young, da Emory University,
em Atlanta, está no alçamento dos genes
promotores receptores de oxitocina e receptores de vasopressina.
A inserção de um bloco extra de texto
de DNA no promotor, quase sempre de uma 460 letras de
comprimento, torna mais provável que o animal
ligue-se a seu companheiro. O texto extra não
cria amor, mas talvez crie a possibilidade de se apaixonar
depois da experiência certa.
Comportamento
antissocial
Frequentemente
foi sugerido que um mau tratamento na infância
pode criar um adulto antissocial. Novas pesquisas feitas
por Terrie Moffitt, do Kings College, de Londres, com
um grupo de 442 homens da Neozelândia que foram
acompanhados desde o nascimento, sugerem que isto se
aplica apenas a uma minoria genética. Ao invés,
a diferença está no promotor que altera
a atividade do gene. Aqueles com genes altamente ativos
de monoamina oxidase A eram virtualmente imunes aos
efeitos de um mau tratamento. Aqueles com genes de baixa
atividade eram muito mais antissociais se maltratados
e, ainda ssim - o que já é alguma coisa-
eram um pouco menos antissociais se não fossem
maltratados. Os homens maltratados, com genes de baixa
atividade, eram responsáveis por quatro vezes
sua cota de estupros, roubos e ataques corporais. Em
outras palavras, o mau tratamento não é
o suficiente; você também tem que ter o
gene de baixa atividade. E não basta ter o gene
de baixa atividade; você tem que ser maltratado.
Homossexualidade
Ray
Blanchard, da University of Toronto, descobriu que os
homens gays têm maior probabilidade tanto do que
lésbicas como do que homens heterossexuais de
terem irmãos mais velhos (mas não irmãs
mais velhas). Desde então ele confirmou esta
observação em 14 amostras de muitos lugares.
Alguma coisa relacionada a ocupar o útero que
alojou outros meninos resulta ocasionalmente em peso
reduzido ao nascer, uma placenta maior, e uma maior
probabilidade de homossexualidade. Esta coisa, suspeita
Blanchard, é uma reação imune da
mãe, ativada pelo primeiro feto masculino, que
fica mais forte a cada gravidez com meninos. Talvez
a resposta imune afete a expressão de genes chaves
durante o desenvolvimento do cérebro de uma maneira
que aumente a atração do menino por seu
próprio sexo. Tal explicação não
se aplica a todos os homens gays, mas pode fornecer
indícios importantes para as origens tanto da
homossexualidade como da heterossexualidade.
É
certo que pesquisas científicas anteriores deram
indícios da importância deste intercâmbio
entre ambiente e hereditariedade. O exemplo mais notável
é o condicionamento pavloviano. Quando Pavlov
anunciou seu famoso experimento há um século,
completado este ano, ele aparentemente descobriu como
o cérebro pode ser modificado para adquirir novo
conhecimento do mundo - no caso de seus cachorros, o
conhecimento de que uma campainha predizia a chegada
da comida. Mas hoje nós sabemos como o cérebro
se modifica: através da expressão real
de 17 genes, conhecidos como os genes de creb. Eles
devem ser ativados e desativados para alterar conexões
entre células nervosas do cérebro e então
instalarem uma nova memória de longo prazo. Estes
genes estão à mercê de nosso comportamento.
A memória está nos genes no sentido de
que ela usa os genes, não no sentido de que você
herda as lembranças.
Nesta
nova visão, os genes permitem que a mente aprenda,
se lembre, imite, inclua a linguagem, absorva cultura
e expresse instintos. Os genes não são
manipuladores de bonecos ou projetos, nem são
transmissores de hereditariedade. Eles estão
ativos durante a vida; eles se ligam e se desligam;
eles respondem ao ambiente. Eles podem dirigir a construção
do corpo e do cérebro no útero, mas quase
no mesmo instante, em resposta à experiência,
eles se põem a desmantelar e reconstruir o que
fizeram. Eles são tanto a causa como a consequência
de nossas ações.
Será
que esta nova visão dos genes nos permitirá
deixar para trás a discussão nature-nurture,
ou estamos condenados a reinventá-la a cada geração?
À diferença do que ocorreu em outras épocas,
a ciência está explicando com grandes detalhes
precisamente como os genes e seu ambiente - seja o útero,
a sala de aula ou a cultura pop - interagem. Assim talvez
a inclinação do pêndulo relativa
a uma dicotomia hoje demonstravelmente falsa possa acabar.
Pode
fazer parte de nossa natureza, entretanto, procurar
histórias simples, lineares, de causa e efeito,
e não pensar em termos de causação
circular, na qual os efeitos se tornam as próprias
causas. Talvez a idéia de natureza através
do ambiente, como as idéias da mecânica
quântica e da relatividade, sejam muito contra-intuitivas
para as mentes humanas. A necessidade de nos vermos
em termos de nature vs. nurture, assim como nossa capacidade
instintiva de temer cobras, pode estar codificada em
nosso genes.
Original
em: http://www.time.com/time/magazine/printout/0,8816,454451,00.html
|